By Claudia Pimentel | Project coordinator
Os estudos de Mailane dos Santos podem ter terminado na Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), mas seus sonhos estão apenas no início do processo para serem realizados. Morador da comunidade Baixa de Areia, no município de Igrapiúna, Baixo Sul da Bahia, o jovem de 18 anos se formou em dezembro como técnico em Agronegócio. Feliz por terminar o ensino médio integrado ao técnico e alçar novos voos, ao mesmo tempo em que ainda se sente apegada à Casa da Família que, segundo ela, representa um lugar de paz. "No CFR-I esquecemos o mundo. Temos amigos lá, e os professores não são apenas professores. Eles também são amigos, que sempre tentam ajudar o máximo possível com qualquer problema que surja. Isso vai fazer falta", diz.
Após três anos de acesso à educação de qualidade, Mailane destaca que ingressar na instituição mudou quase tudo em sua vida e a de sua família. "Antes tínhamos menos condições, porque minha mãe não tem emprego fixo, e aí a escola nos ajudou. Recebemos um kit de higiene pessoal, com absorventes, por exemplo. Além disso, nossa renda também aumentou", diz. O aumento de renda que a jovem menciona vem de Projetos Educacionais-Produtivos (PEPs), atividades desenvolvidas por alunos das Casas Familiares para ampliar suas habilidades em ciências agrárias. O primeiro PEP que Mailane foi responsável foi pela mandioca, milho e feijão, além de hortaliças cultivadas na propriedade de sua família. Essa tarefa é auxiliada por monitores escolares, professores que acompanham os alunos para que eles aprendam e produzam uma produção de qualidade.
O segundo PEP que desenvolveu é para a avicultura, para a criação e venda final de 100 pintos, número dividido em três fases. Atualmente, Mailane está na terceira fase, onde cria 34 filhotes. Além de estimular sua autonomia e protagonismo, com a comercialização dessa produção, a renda familiar de Mailane pode ser aumentada. "Com o dinheiro que ganho com os PEPs, parte eu levo para ajudar em casa, e parte eu guardo para o futuro. Quero fazer faculdade e tenho em mente abrir meu próprio negócio", conta. Administrar uma mini fábrica de chocolates é um desejo da jovem desde pequena: "Sempre gostei do mundo do chocolate, brincava de fazer no campo com meus primos. Quando fui para a Casa Familiar, fiz um estágio e realizei meu sonho de começar a aprender os processos de cultivo do cacau. Quero produzir chocolate para vender", destaca.
Pensando em apresentar soluções individuais de saneamento para superar a falta desse serviço nas propriedades rurais por meio da rede pública, as Casas Familiares, parceiras na aplicação do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), da Fundação Norberto Odebrecht, passaram a implementar tecnologias de serviços sociais que ajudam a melhorar as condições de vida dos beneficiários. Um exemplo são as Fossas Sépticas Ecológicas, um sistema composto por um conjunto de fossas plásticas interligadas por tubulações que funcionam para adaptar o esgoto sanitário doméstico. Até pouco tempo atrás, a casa de Mailane não tinha banheiro em casa. "Com o dinheiro da agricultura, eu e minha mãe construímos o banheiro", conta a jovem. Quase tudo está pronto para uso, a única coisa que falta é a implantação da Fossa Séptica para tratamento primário de esgoto. A jovem também é beneficiária de outra Tecnologia Social derivada do PDCIS: o sistema de Armazenamento e Tratamento de Água, que auxilia no acesso a esse recurso de forma encanada e tratada. Em 2023, o projeto disponibilizou 38 instalações de Sistemas de Popotabilidade de Água, 1.318 kits de dignidade menstrual, 38 fossas sépticas ecológicas para mulheres rurais.
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